Tamanduá-Mirim (Tamandua tetradactyla)
English Name:
• Southern Tamandua
Tamanho: 34-88 cm de comprimento.
Vida Útil: 9-16 anos.
Peso: 1,5-8,4 kg.
O Tamanduá-Mirim (Tamandua tetradactyla), também chamado de tamanduá-colete ou tamanduá-bandeira pequeno, é uma espécie de tamanduá da América do Sul e da ilha de Trinidad, no Caribe. É um animal solitário encontrado em muitos habitats, desde florestas secundárias maduras a altamente perturbadas e savanas áridas. Alimenta-se de formigas, cupins e abelhas. Suas garras dianteiras muito fortes podem ser usadas para quebrar ninhos de insetos ou para se defender.
Aparência
O tamanduá-mirim é um tamanduá único, que é igualmente arborícola e terrestre. Este animal é apelidado de 'tamanduá-bandeira pequeno' por ser menor que o tamanduá-bandeira. A aparência peculiar deste tamanduá é altamente benéfica para o animal, especialmente para populações em florestas e matagais da América Central e do Sul. Assim, ao se alimentar em um formigueiro, o pelo cacheado protege o tamanduá-mirim das formigas irritadas que tentam alcançar sua pele. Os membros dianteiros do tamanduá-mirim possuem 4 dedos, onde o terceiro dedo tem uma garra extremamente longa, devido à qual o tamanduá-mirim precisa caminhar pelas bordas externas de suas patas dianteiras para não perfurar seus próprios pés com as garras.
Distribuição
Este tamanduá é endêmico da América do Sul, ocorrendo da Venezuela e Trinidad até o norte da Argentina, sul do Brasil e Uruguai. Os habitats preferidos do tamanduá-mirim são florestas úmidas e secas, como floresta tropical, savana e caatinga espinhosa. Este animal é mais frequentemente encontrado em áreas próximas a riachos e rios, dominadas por cipós e epífitas.
Hábitos e Estilo de Vida
Apesar de serem normalmente noturnos, os tamanduás-mirins ocasionalmente são ativos durante o dia. Acredita-se que eles se aninhem durante o dia. Seus locais de nidificação são geralmente troncos ocos de árvores ou tocas, deixadas por outros animais. O tamanduá-mirim é um animal solitário, forrageando em árvores. De acordo com um estudo, realizado na Venezuela, os tamanduás-mirins, vivendo em diferentes habitats, passam de 13 a 64% do seu tempo em árvores. Além disso, a maior parte do seu tempo ativo é gasta forrageando. Quando no solo, este animal é extremamente desajeitado, lento e incapaz de galopar, diferentemente do tamanduá-bandeira.
O principal meio de autodefesa são as pernas dianteiras fortes. Além disso, eles podem bufar ou liberar um odor desagradável para afastar o oponente. Quando ameaçados em árvores, os tamanduás-mirins tipicamente agarram um galho de árvore com as patas traseiras e a cauda para que as patas dianteiras fiquem livres. Eles lutam, usando suas garras longas e curvas. Quando ameaçados no solo, eles se apoiam em uma rocha ou árvore e usam a mesma técnica de autodefesa, revidando com as patas dianteiras.
Dieta e Nutrição
O tamanduá-mirim é um insetívoro. A dieta desta espécie consiste principalmente de formigas e cupins, complementada com mel e abelhas. Indivíduos em cativeiro podem consumir frutas e carne. No entanto, esses animais geralmente evitam alimentar-se de formigas-de-correição e formigas-cortadeiras, que são equipadas com fortes defesas químicas.
Hábitos de Acasalamento
Atualmente, há informações insuficientes sobre os hábitos reprodutivos e de corte desta espécie devido à falta de estudos. No entanto, os filhotes recém-nascidos são cuidados apenas pela mãe, sugerindo que os tamanduás-mirins são poligínicos ou poliginandros (promíscuos). Eles acasalam durante o outono. As fêmeas geralmente se reproduzem mais de uma vez durante cada estação. O período de gestação dura de 130 a 150 dias, resultando em um único filhote, raramente gêmeos. Durante os primeiros meses após o nascimento, o jovem tamanduá pode ser frequentemente observado sendo carregado nas costas da mãe. Durante este período, a fêmea pode deixar o filhote em um galho seguro de árvore enquanto forrageia. O filhote vive com a mãe até completar 1 ano de idade, após o que se torna sexualmente maduro e pronto para se afastar. As fêmeas desta espécie são capazes de produzir descendentes aos 2 a 3 anos de idade.
População
Ameaças à População
Atualmente, não há ameaças notáveis para a população desta espécie. No entanto, o tamanduá-mirim sofre com o comércio de animais de estimação. Além disso, são predados por cães domésticos. Por outro lado, incêndios florestais, tráfego rodoviário, bem como a degradação e perda de seu habitat natural podem representar uma ameaça para populações específicas.
Número da População
De acordo com a IUCN, o tamanduá-mirim é relativamente comum e amplamente distribuído em toda a sua área de ocorrência, mas nenhuma estimativa populacional geral está disponível. Atualmente, esta espécie está classificada como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da IUCN.
Nicho Ecológico
O tamanduá-mirim é essencial para o ecossistema porque atua como um grande controlador de insetos, consumindo milhares de formigas e cupins por dia. Isso ajuda a regular populações que poderiam danificar vegetação e comprometer estruturas naturais. Ao quebrar ninhos e cavar com suas garras, ele também aera o solo e cria micro-hábitats usados por outros pequenos organismos. Além disso, sua presença indica a saúde das florestas e áreas tropicais, tornando-o um importante componente do equilíbrio ecológico.
Curiosidades para Crianças
• Durante o dia, os tamanduás-mirins na floresta tropical costumam estar rodeados por nuvens de moscas e mosquitos, que são tão abundantes que esses animais precisam limpá-los dos olhos.
• Esta espécie também é conhecida como o "gambá da floresta" ou "fedorento da floresta" devido ao forte odor fétido que exala. Este cheiro desagradável é cerca de quatro vezes mais forte que o de um cangambá.
• O estômago deste animal voraz pode conter até 0,45 quilo de formigas.
• A temperatura corporal deste animal é uma das mais baixas entre todos os mamíferos terrestres: 33 graus Celsius (91 graus Fahrenheit).
• Os tamanduás-mirins são muito benéficos para as pessoas na Amazônia, que os usam para limpar suas casas de insetos como formigas e cupins, que são as principais presas desses animais. Além disso, muitos zoológicos e parques de safári locais oferecem aos visitantes a oportunidade de comprar um tamanduá-mirim justamente por esse motivo.
• Quando ameaçado em uma árvore, este animal se apoia nos membros traseiros e usa a cauda para se equilibrar, abrindo os braços, expondo as garras e preparando-se para revidar um predador.
• Apesar da visão e audição ruins, o tamanduá-mirim possui um sentido de olfato altamente desenvolvido, permitindo que o tamanduá-mirim encontre comida.
• Este tamanduá não possui dentes. No entanto, ele possui uma língua cilíndrica muito longa, de 40 cm, que o ajuda na alimentação.
Referências
1. Artigo da Wikipedia sobre o Tamanduá-Mirim - https://en.wikipedia.org/wiki/Southern_tamandua
2. Tamanduá-Mirim no site da Lista Vermelha da IUCN - http://www.iucnredlist.org/details/21350/0
3. https://animalia.bio/southern-tamandua
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